segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

PACIENTES ABANDONADOS

Além dos desafios normais do dia-a-dia, o Hospital João Lúcio enfrenta uma situação delicada em relação à demanda de pacientes que são deixados na unidade e esquecidos pelos familiares. São, geralmente, idosos, portadores de deficiência mental e pessoas que vivem nas ruas, abandonados - que fogem do perfil do doente atendido na unidade, destinada mais a casos de urgência e emergência. Muitos deles recebem alta médica, não têm para onde ir e acabam ocupando leitos que poderiam estar sendo usados por novos pacientes.
Atualmente, a unidade tem dois internados nesta situação. Uma senhora que foi levada para o hospital e outro senhor que está desde o mês de agosto, no leito 88, ambos vítimas de atropelamento. “Eles não falam e não temos como identificá-los”, admite a gerente de Urgência e Emergência do “João Lúcio”, Mercedes Gomes.
Segundo ela, essa é uma triste realidade. “Muitas vezes os familiares até trazem o parente, deixam aqui e ficam de retornar e não voltam mais. Às vezes, somos obrigados a ameaçar entrar com denúncias junto ao Ministério Público e ao Conselho de Defesa dos Idosos para que eles venham buscá-los”, afirma. Mercedes lembra que os pacientes, em sua maioria, são seqüelados de acidentes cardiovasculares (AVCs) ou portadores de patologias que os deixam fragilizados, a exemplo do diabetes.
Os pacientes psiquiátricos que são encaminhados para o “João Lúcio” também geram dificuldades. “Muitos vêm para cá com um quadro clínico e depois entram em surto porque têm que continuar o tratamento psiquiátrico, que não é nossa especialidade”, explica.
Há também os casos de alcoólatras abandonados pela família ao se encontrarem em crises de abstinência. Mercedes afirma que os parentes que tenham familiares perdidos devem procurar as unidades de atendimento de urgência adulto e infantil porque, em caso de sofrerem qualquer trauma nas ruas, certamente são levados para esses locais.

Fonte: A Crítica

JUSTIÇA SEQÜESTRA BENS DE MÉDICOS

Os bens, como carros, jóias e apartamentos, pertencentes a cinco médicos neurocirugiões do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), foram seqüestrados por decisão da Justiça Federal. Todo o patrimônio, avaliado em R$ 1,5 milhão, é resultado de ações que geraram um processo junto à Justiça Federal, que condenou os cinco profissionais pelos crimes de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.Todo o patrimônio foi confiscado durante uma operação que contou com 30 agentes da Polícia Federal.Na lista dos médicos que tiveram os bens confiscados estão o ex-diretor do HUGV, Ricardo Santana, e os neuros Jefferson Ribeiro, Eurico Franco Azevedo, Cleomir da Silva Matos, e Raimundo Nonato.De acordo com uma fonte ligada aos médicos denunciados, todos foram condenados dentro de um processo em tramitação junto à 2ª Vara da Justiça Federal, que apurou atos de improbidade administrativa e enriquecimento ilicíto. A maioria das irregularidades foram cometidas na época em que Santana foi diretor-geral do HUGV. De acordo com a denúncia, Santana e os quatro especialistas firmaram contrato de prestação de serviços pela Empresa de Neurocirúrgia do Amazonas, da qual eram sócios, com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) no valor de R$ 1,5 milhão.A produção do Jornal Em Tempo tentou ouvir o médico Ricardo Santana pelo celular 9132-68xx, mas as ligações não foram atendidas. Os outros quatro médicos, também, foram contactados, mas não retornaram as ligações.

Fonte: Amazonas Em Tempo

APÓS AS INUNDAÇÕES, DOENÇAS PREOCUPAM

Uma das principais preocupações das autoridades de Santa Catarina agora é com surtos de doenças nos locais das enchentes. Falta água nos hospitais e plantões improvisados nas cidades atingidas. Médicos temem um aumento de casos de leptospirose. Dois hospitais e pelo menos três postos de saúde atendem apenas casos de urgência em Itajaí, onde a enchente atingiu cerca de 80% das moradias.O maior hospital da cidade está sem água e o abastecimento de emergência é garantido por caminhões-pipa ou galões doados. A maioria dos atendidos precisa de sutura em ferimentos nas pernas. Em Blumenau, que também sofre falta de água, um dos quatro hospitais deixou de receber pacientes devido a estragos provocados pelas cheias. Um hospital de campanha com sete leitos foi montado na garagem da sede do Corpo de Bombeiros. Médicos voluntários percorriam 54 abrigos.A Secretaria Estadual da Saúde distribuirá folhetos com medidas preventivas para evitar a contaminação por hepatite A e diarréias, em eventual consumo de água contaminada, ou leptospirose, que pode ser contraída em contato com a urina de ratos. O diretor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde, Luis Antonio Silva, afirmou ontem esperar um aumento nos casos de doenças como leptospirose, mas evita falar em risco de “epidemia”. “O cuidado neste momento é com a desinfecção. Estamos repassando à população botas, luvas e materiais de limpeza, produtos sanitários”, disse.

Fonte: Amazonas Em Tempo

AMAZONAS LIDERA ÍNDICE DE AIDS

Estado registra 18,2 casos para cada 100 mil habitantes, superando a incidência da doença em Roraima, Rondônia, Amapá e Pará. O aumento mais acentuado dos casos de AIDS no Brasil, entre 1980 e junho de 2008, ocorreu na região Norte, onde os índices subiram de 6,8 para 14, praticamente dobrando a incidência de casos entre os anos de 2000 e 2006. Os dados são do Boletim Epidemiológico da AIDS/DST 2008, divulgado pelo Ministério da Saúde.No Pará, a incidência da doença mais que dobrou, passando de 4,7 casos para cada 100 mil habitantes para 13,1 casos em 2006, colocando o Estado em quinto lugar em número de ocorrências, ficando atrás do Amazonas (18,2), Roraima (17,6), Rondônia (17,1) e Amapá (14,5). O boletim também trouxe um dado alarmante: a taxa de incidência de AIDS entre pessoas acima dos 50 anos dobrou entre 1996 e 2006, passando dos 7,5 casos por 100 mil habitantes para 15,7. A maioria dos casos de AIDS, porém, ainda está na faixa etária de 25 a 49 anos. Dos 47.437 casos de AIDS notificados desde o início da epidemia em pessoas acima dos 50 anos, 29.393 (62%) foram registrados de 2001 a junho de 2008. Desse último grupo, 37% são mulheres e 63%, homens.Os motivos para esse aumento estão principalmente nos preconceitos que cercam a vivência da sexualidade em pessoas acima dos 50 anos e que limitam a abordagem sobre o HIV, dificultando o combate à doença. Entre os maiores de 50 anos, segundo pesquisa do MS, o maior índice foi registrado entre os moradores da região Sul, com aumento de 15,8 casos para cada 100 mil habitantes, entre os anos de 1996 e 2006. A região Norte permanece em segundo lugar no ranking das regiões com maior incidência. Os números apontam 10 casos para cada 100 mil habitantes, e na região Sudeste cresceu para 7,4 casos para cada 100 mil habitantes.A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que de janeiro a setembro deste ano já foram confirmados 132 casos de AIDS e destes 44,48% representam a faixa etária de 20 a 29 anos e 31,02% entre 30 e 39 anos. Na faixa etária de 50 a 59 anos, foram registrados 96 casos, destes, 84 registrados em Manaus. Os dados da Susam mostram que desde 1986, quando surgiu o primeiro caso da doença, até os dias de hoje, foram registrados 4.024 casos, sendo 3.569 na capital. Entre as pessoas com 60 a 69, foram registrados 22 casos, destes, 90,90% em Manaus. Entre os idosos de 70 a 79 anos, seis casos foram registrados na capital.

Fonte: Amazonas Em Tempo

USP TESTA “CHÁ DO DAIME” CONTRA A DEPRESSÃO

O projeto-piloto foi feito com duas mulheres com problemas crônicos de depressão, que tomaram uma dose do chá e relataram melhora imediata. A idéia agora é estender o estudo para 60 pacientes, com dosagens repetidas. Os pesquisadores querem descobrir se a ayahuasca - uma bebida psicoativa feita com as plantas caapi e chacrona originárias da Amazônia - pode substituir os antidepressivos. Depois de a Universidade Federal de Santa Catarina fazer pesquisas com camundongos, a USP testou o chá nas duas mulheres na faixa dos 50 anos que têm sintomas como perda de apetite, desânimo e choro. Elas tomaram 200 ml (um copo) da bebida e ficaram em observação por três dias. “No mesmo dia as pacientes já estavam melhores, e no segundo dia diziam que não estavam mais depressivas, que as cores da vida tinham voltado”, disse Jaime Eduardo Hallak, professor do Departamento de Neurociência e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina da USP. Após três dias, foi ministrado às pacientes antidepressivo comum, “porque ainda não há evidências do efeito permanente da ayahuasca”. “Mas elas acharam a experiência positiva e disseram que gostariam de tomar mais.” O médico agora aguarda nova autorização do Comitê de Ética do HC de Ribeirão para ministrar o chá a 60 pacientes em doses repetidas e em intervalos pequenos. Na opinião de Hallak, é possível que o chá amazônico venha a se tornar uma arma contra a depressão. “Eu acredito que é viável formular um medicamento com o chá. Se não diretamente com a estrutura da molécula presente no Santo Daime, algo muito próximo.” A ayahuasca contém duas substâncias - harmina e dimetiltriptamina. A harmina é uma espécie de antidepressivo, mas o que causa o efeito imediato é a dimetiltriptanima, que gera o equivalente a um banho de serotonina no cérebro. O segredo do Santo Daime, diz Hallak, está na rapidez: o efeito é mais imediato, por exemplo, do que tomar um comprimido de antidepressivo.

Fonte: Folha Online

COMISSÃO REJEITA PROJETO QUE BENEFICIA DIPLOMAS CUBANOS

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados rejeitou o Projeto de Decreto Legislativo 346/07, que facilita o reconhecimento de diplomas de médicos brasileiros formados em Cuba. O governo e o Ministério da Educação se sensibilizaram pelos argumentos das entidades médicas, que sempre defenderam a necessidade de um tratamento uniforme – e de acordo com a lei – para todos os estudantes brasileiros que cursam medicina no exterior.
O relator da Comissão, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), também afirmou que não há razão para tratar brasileiros que estudam em Cuba de maneira diferente dos que têm diplomas em outros países. O projeto dispensava estudantes da Escola Latinoamericana de Medicina (Elam) de realizar um exame específico, que é exigido hoje para qualquer portador de diploma de Medicina estrangeiro."Todo médico é bem-vindo, desde que comprove sua qualidade. Não é uma questão contra o ensino cubano, e, sim, relativo ao diploma de médico obtido no estrangeiro. Quem for bom tem o direito de exercer a profissão. Mas é necessário revalidar o diploma assim como em qualquer outro país", afirma o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Edson de Oliveira Andrade.De acordo com o relatório do deputado Lelo Coimbra, os estudantes da Elam são maiores de 25 anos, indicados por partidos políticos da base do Governo como o PT e o PC do B, por movimentos sociais como o MST e o Comitê de Defesa da Revolução Cubana Internacionalista (CDRI) e por entidades religiosas, majoritariamente oriundos de famílias carentes e que ganham bolsas integrais do Governo cubano para estudar, por isso "seu protesto e pressão política têm encontrado grande eco no Governo, no Congresso e na sociedade civil organizada, suscitando grande controvérsia". No entanto, segundo o documento, essa escolha de estudantes não é transparente, não se tendo conhecimento dos critérios para a definição dos indicados."O acordo com Cuba excluía os 11 mil estudantes que estão na América Latina e apenas contemplava uma única escola, que, por sinal, só formou duas turmas até hoje", salienta o presidente do CFM.O projeto foi preparado em outubro de 2006 pelos Ministérios das Relações Exteriores do Brasil e de Cuba, em forma de mensagem. Hoje, como Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 346/07, recebeu a chancela da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura e está sendo examinado pela Comissão de Seguridade Social e Família. O deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), que é relator do projeto na Comissão, adiantou que também é contrário ao texto.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CFM

FENAM E SIMERS PEDEM VISTORIA NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA MÉDICA

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) solicitaram que a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) avalie os 17 programas que formam os futuros especialistas na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). O pedido, feito nesta na semana passada, foi entregue em Brasília pelo diretor do Simers, Fernando Starosta de Waldemar. “Nosso papel é alertar os médicos candidatos a essas vagas sobre a gravidade da situação. Eles podem ficar sem a residência oferecida, pois o sistema de saúde da Ulbra está em colapso”, destaca Waldemar. Segundo a comissão, uma ampla vistoria nos hospitais deve acontecer em dez dias, com a participação de médicos de outros estados, representantes da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) e das entidades médicas gaúchas. Os resultados serão avaliados pela CNRM em sua próxima reunião, no dia 11 de dezembro. Caso os programas sejam reprovados, serão fechados e os residentes podem ser aceitos em outras instituições, se houver vagas. A Ulbra oferece 111 vagas nos programas de pós-graduação e vários residentes estão terminando sua formação. A situação é mais delicada para 49 médicos, que devem cumprir a especialização até janeiro de 2010. Apesar da crise, a instituição realizou, no dia 26 de novembro as provas práticas para a seleção de mais 41 residentes, mesmo que o futuro desses programas seja incerto. Cada médico pagou R$ 510,00 pela inscrição no processo seletivo. “Sabemos que os hospitais estão quase parados e a perspectiva não é boa em curto prazo, comprometendo a formação desses profissionais”, reforça o diretor do Simers.

Fonte: Imprensa Simers