"Está um inferno trabalhar no HGE". A frase, dita por uma médica em telefonema ao presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas, Wellington Galvão, resume a situação de caos em que se encontra hoje o mais novo hospital alagoano: o Hospital Geral do Estado. No contato com Galvão, a médica concursada informava da decisão de pedir demissão do Estado. "Não agüento, é uma sobrecarga desumana de trabalho. Vou terminar enfartando", justificou.Desde o anúncio do projeto do HGE e durante o período de obras, o SINMED sempre alertou para a necessidade de realização de concurso para a contratação de pessoal – médicos e demais profissionais imprescindíveis ao funcionamento de uma unidade de saúde – além de cobrar a melhoria salarial para a categoria.Os apelos foram ignorados e a situação de hoje é conseqüência do descaso oficial. Faltam médicos de todas as áreas clínicas. A internação de observação virou UTI, onde médicos sem formação em terapia intensiva estão "virando intensivistas" e vendo pacientes morrendo, um após o outro.‘É difícil se manter saudável nessas condições. E quem quer adoecer ou morrer trabalhando desse jeito para ganhar um salário miserável? O governo que se prepare, pois vai ter muito médico pedindo demissão. A situação vai ficar insustentável”, adverte o presidente do SINMED.Além da falta de pessoal, o hospital está desabastecido. Falta o básico, como descartáveis, medicamentos e até alimentação para os doentes. Aconteceu o que parecia impossível: o HGE consegue ser pior do que a antiga Unidade de Emergência. Luvas, fio de sutura, antibióticos são alguns artigos de luxo improváveis de se encontrar no HGE.Para o presidente do SINMED, o problema é administrativo. "O governo está apostando no caos. É lamentável, pois sofrem os médicos e sofre a população. Mas os médicos têm a opção de trabalhar fora da rede pública. Os usuários vão continuar morrendo por falta de assistência", disse Wellington Galvão.
Fonte: Imprensa SINMED ALAGOAS
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
CRIMINOSOS LUCRAM COM DINHEIRO DA SAÚDE
A saúde é um dos setores do poder público mais vulneráveis e sujeito a desfalques por conta da ação de criminosos. Os R$ 100 milhões desviados nos últimos dois anos pelos investigados da Operação Parasitas representam uma pequena fração do rombo total do setor nos últimos anos. Levantamento feito pela reportagem nas operações da Polícia Federal desde 2004 mostra que 11 quadrilhas foram desmascaradas no período roubando dinheiro público destinado à saúde, num total de R$ 688 milhões já apurados até hoje.
Três fatores fazem da saúde o foco principal das quadrilhas de empresários, políticos e oportunistas: o grande volume de recursos destinados para o setor; a falta total de controle interno e a imensa lista de materiais e produtos comprados. "É uma área onde se gasta muito comprando produtos e serviços e onde se torna muito vantajosa a fraude em licitação e a prática de cartel. Para o crime organizado, a saúde dá um retorno imediato e de montantes inigualáveis na área pública", afirmou o procurador da República Marlon Weichert. "A área de saúde não tem controle", sentencia.
Livro e demissão
Diretor executivo do Hospital das Clínicas, em São Paulo, entre 2002 e 2006, o médico Waldemir Rezende tentou reduzir os casos de superfaturamento e desvios de materiais. "Quanto mais gente fiscalizando os procedimentos, mais chances de flagrar um procedimento viciado", diz o médico. Quatro anos depois, ele tem um livro publicado, "Estação Clínicas", e uma demissão, após ser acusado de fazer um livro-denúncia.
Fonte: A Crítica
Três fatores fazem da saúde o foco principal das quadrilhas de empresários, políticos e oportunistas: o grande volume de recursos destinados para o setor; a falta total de controle interno e a imensa lista de materiais e produtos comprados. "É uma área onde se gasta muito comprando produtos e serviços e onde se torna muito vantajosa a fraude em licitação e a prática de cartel. Para o crime organizado, a saúde dá um retorno imediato e de montantes inigualáveis na área pública", afirmou o procurador da República Marlon Weichert. "A área de saúde não tem controle", sentencia.
Livro e demissão
Diretor executivo do Hospital das Clínicas, em São Paulo, entre 2002 e 2006, o médico Waldemir Rezende tentou reduzir os casos de superfaturamento e desvios de materiais. "Quanto mais gente fiscalizando os procedimentos, mais chances de flagrar um procedimento viciado", diz o médico. Quatro anos depois, ele tem um livro publicado, "Estação Clínicas", e uma demissão, após ser acusado de fazer um livro-denúncia.
Fonte: A Crítica
MULHERES ATINGIDAS POR DOENÇAS DO CORAÇÃO
Mulheres estão sofrendo mais com doenças do coração no Brasil. É o que revela pesquisa divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Alguns fatores, como a rotina estressante do trabalho, o uso de anticoncepcional e cigarro, agravam a instalação de doenças cardiovasculares e causam infarto em mulheres jovens em idade fértil. Atualmente, cerca de 30% dos infartos tem as mulheres como vítima. Apesar das mais jovens estarem sofrendo com esse mal, mulheres costumam sofrer mais risco de terem problemas cardíacos na maturidade, a partir dos 40 anos, mas principalmente após os 50, quando chegam à menopausa. Isso porque diminui a produção do estrogênio, um protetor da saúde feminina. No Brasil, cerca de 200 de mulheres morrem por dia vítimas de infarto. Os fatores que contribuem para a incidência das doenças cardíacas são: hipertensão, colesterol elevado, tabagismo, maus hábitos alimentares, obesidade, diabetes mellitus, estresse, menopausa, sedentarismo, hereditariedade e idade.As doenças cardiovasculares alteram o funcionamento do sistema circulatório, as mais comuns são a cardiopatia isquêmica e a doença arterial coronária.O cardiologista Rizzieri Moura Gomes, que atua na Angiocardio em Manaus, informou que os exames de check-up são fundamentais para detectarem as doenças coronarianas precocemente. “Vários tipos de exames podem ser feitos como ergométricos, eletrocardiograma, angiotomografia, mas nenhum desses exames substituiu o cateterismo, que é invasivo para diagnosticar ou corrigir problemas cardiovasculares”.
Fonte: Amazonas Em Tempo
Fonte: Amazonas Em Tempo
ALIMENTOS QUE PODEM CAUSAR CÂNCER
O Câncer de estômago é a doença que mais mata na Região Amazônica. A cada 100 mil habitantes, 15 casos de portadores dessa doença são registrados. Este número de casos está diretamente relacionado à dieta alimentar da população amazonense, a informação faz parte de um estudo desenvolvido pela Fundação Centro de Onconlogia do Estado do Amazonas (FCecon). Os demais que mais matam são: o câncer uterino e o de próstata são os que mais afetam a população. Essas pesquisas revelam que as toxinas encontradas na farinha e na queima do churrasco de carne e, até mesmo do peixe, são fatores de pré-disposição para o surgimento do câncer de estômago. Além desses alimentos, os produtos defumados e os concentrados são tidos como vilões.Outros fatores ambientais, como a má conservação dos alimentos, estão relacionados com a incidência do câncer de estômago.A doença, que tem um número muito elevado no Amazonas, está sendo pesquisado pelo diretor de Ensino e Pesquisa da FCecon, Sidney Chalub. Os estudos pretendem identificar os fatores que levam à formação do câncer de estômago aqui na região.Segundo Chalub, já foram detectados que o hábito alimentar seguido da presença de uma bactéria chamada Hpylori, que tem sido encontrada em alta incidência na população, é um fator que leva à formação do câncer de estômago. Uma linha de pesquisa em pacientes jovens, abaixo de 40 anos, tem tentando identificar esse agente como um dos fatores causadores. A bactéria Hpylori existe no estômago e produz uma substância chamada uréase que produz a acidez do estômago. A mudança que ela faz, muda a estrutura da mucosa da parede do estômago, a partir daí começa a desenvolver o processo inflamatório produzido dentro do próprio organismo.
Fonte: Amazonas Em Tempo
Fonte: Amazonas Em Tempo
EXAMES E CIRURGIAS GRATUITAS
Uma equipe de 45 médicos filiados à Sociedade Brasileira de Dermatologia – Amazonas (SBD-AM) vai oferecer, no dia 8 de novembro, das 8h às 14h, exames, biopsias e cirurgias de pele gratuitas à população de Manaus. Este trabalho será parte da Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, que ocorrerá em todo o país. Pela primeira vez a campanha no interior vai estender para o município de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), com o apoio da dermatologista do Exército Brasileiro Ana Paula Nobre Rocha.Em Manaus, foram definidos seis pontos de atendimento: as policlínicas Castelo Branco, no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul, e Comte Teles, no bairro São José, Zona Leste. E as fundações Alfredo da Matta, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, FCecon, Fundação de Medicina Tropical, ambos no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, e o ambulatório Araújo Lima, anexo ao Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul.De acordo com a presidente da SBD-AM, médica Silmara Pennine, a expectativa é realizar o dobro de procedimentos feitos em 2007.
Conforme dados da Fundação Alfredo da Matta, das 1.333 pessoas examinadas na campanha da SBD do ano passado, 839 eram mulheres. E também desse total, 904 eram de cor parda. Em todo o ano de 2007, os médicos da instituição examinaram 314 pessoas com suspeita de câncer de pele. Foram detectados 202 casos de carcinoma basocelular, seis carcinomas espinocelular, sete casos de melanoma e quatro de doença de Bowen.
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia
Conforme dados da Fundação Alfredo da Matta, das 1.333 pessoas examinadas na campanha da SBD do ano passado, 839 eram mulheres. E também desse total, 904 eram de cor parda. Em todo o ano de 2007, os médicos da instituição examinaram 314 pessoas com suspeita de câncer de pele. Foram detectados 202 casos de carcinoma basocelular, seis carcinomas espinocelular, sete casos de melanoma e quatro de doença de Bowen.
Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia
PROGRAMA CAPACITA SERVIDORES
O programa “Amigos da Saúde”, implantado pelo Governo do Amazonas, em 2005, comemora o recorde de 600 servidores capacitados e a presença em 53% das unidades de saúde. O projeto tem por objetivo a humanização das unidades estaduais por meio de oficinas de capacitação, onde são oferecidas palestras socioeducativas, em salas de espera e enfermarias, e atividades educativas e lúdicas com crianças. A próxima oficina de capacitação, dia 6 de novembro, será no SPA do São Raimundo. O programa é coordenado pelo Conselho de Desenvolvimento Humano (CDH) e executado em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e tem o programa implantado com o objetivo de pôr em prática a Política Nacional de Humanização (PNH), do Ministério da Saúde – a qual prevê a humanização de todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) –, fortalece as ações do governo do Amazonas na área da saúde. “Os Amigos da Saúde são os olhos do nosso governador (Eduardo Braga) nas unidades de saúde e representam a atenção e o carinho dele com os usuários do SUS”, destaca Sandra Braga, presidente do CDH, que coordena a política social do governo. Por meio do programa, explica Sandra Braga, é oferecido aos usuários um atendimento humanizado, pela equipe do projeto e pelos servidores das unidades, que prioriza o acolhimento das pessoas com respeito e dignidade.Atualmente 242 pessoas entre psicólogos, assistentes sociais e universitários dos cursos de Ciências da Saúde, Artes e Turismo, Normal Superior, Pedagogia e Administração, participam do programa. A previsão é de que, a cada ano, novas unidades sejam incluídas até atingir 100% das unidades de saúde. Em 2005, o programa começou em 15 unidades e atualmente atende 33 unidades.
Fonte: Amazonas Em Tempo
Fonte: Amazonas Em Tempo
BENEFICENTE PORTUGUESA COMEMORA 135 ANOS
A Sociedade Portuguesa Beneficente do Amazonas completou, em 31 de outubro, 135 anos de pleno funcionamento em Manaus, oferecendo serviços à população local. Na ocasião, foi realizada a sexta edição da Ordem Mérito Luso–Brasileiro do Amazonas “Comendador Emídio Vaz d’Oliveira”, homenageando personalidades que se destacaram em suas áreas de atuação no seguimento empresarial, cultural, cientifico, religioso e social. O diretor da Sociedade, Alfredo Monteiro Viera, informou que foram 135 anos intensos oferecendo serviços na área de saúde ao Amazonas. Ele disse que o principal objetivo da unidade foi investir cada vez mais em tecnologia e qualificação profissional, para oferecer atendimento de excelência aos pacientes. “Sempre tivemos essa preocupação. Atualmente, o hospital é referência na região em serviços especializados na área de cardiologia e cirurgia cardíaca, além sermos o único no Amazonas a oferecer tratamentos em medicina hiperbárica, ou seja, a oxigenoterapia”, salientou. Alfredo Monteiro disse, ainda, que há seis anos, durante o aniversário do Hospital, é realizado edição da Ordem Mérito Luso–Brasileiro do Amazonas “Comendador Emídio Vaz d’Oliveira”. Ele disse, que este ano, a unidade homenageou três personalidades: o comendador David José Tadros (in memorian), representado pelo filho Paulo Tadros, e os cavaleiros Álvaro Bernardo Soeiro e Antônio Conde. O evento ocorreu no Salão Nobre do Hospital, no Centro da cidade.
Fonte: Amazonas Em Tempo
Fonte: Amazonas Em Tempo
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